Apresentação
Centro de Reabilitação e Pesquisa em
Terapia Facilitada por Animais
CNPJ 07.299.478/0001-03
A Cinovida foi criada em
setembro de 2004 pela psicóloga Claudia R. de Mello e outros
profissionais da área de saúde
com objetivo expandir novas linhas de pesquisa relacionada à Terapia
Facilitada por Animais, além de propor a criação de um Centro de
Desenvolvimento e Pesquisa em Cinoterapia, voltado para pessoas portadoras
de necessidades especiais.
Com o passar dos anos a Cinovida
passou por algumas mudanças e hoje propõe a abertura de um Centro de
Equoterapia e Cinoterapia voltada não somente para pessoas especiais mas como
também um programa sócio-educativo voltado para menores de rua nas
atividades equestres e na modalidade agility
..A Cinovida busca a inclusão e transformação social .
Introdução
Definição da Terapia Facilitada por Cães
A Terapia Facilitada por Cães (TFC) nada mais é que a
utilização de cães com treinamento especial para fins terapêuticos, numa
abordagem multidisciplinar, buscando o desenvolvimento das potencialidades da
pessoa portadora de necessidades especiais (participantes), melhorando
significativamente a qualidade de vida e
sua reintegração na sociedade.
Histórico
A Terapia Facilitada por Animais (TFA) teve origem em 1792
no Retiro de York, na Inglaterra, em uma instituição mental onde os pacientes
participavam de um programa alternativo de comportamento, que consistia na
permissão de cuidar de animais de fazenda como reforço positivo. Em 1867 a
mesma técnica foi utilizada com pacientes psiquiátricos numa instituição na
Alemanha. Mais tarde, em 1942, os terapeutas começam a perceber os benefícios
da TFC em pacientes com desordem mentais e físicas, mas somente na década de 60
foi publicado nos EUA pelos Dr.(es) Boris Levinson & Sam & Elizabeth
Corson as primeiras observações científicas dos benefícios da TFC com quadros
clínicos psiquiátricos.
A partir dos anos 80 relevantes pesquisas científicas
emergem provando os benefícios à saúde humana a partir da interação de animais,
espalhando-se rapidamente no Reino Unido, EUA e na Europa (REICHERT, 1998;
KAUFMANN, 1997; TRIVEDI & PERL,1995; MALLON,1992; GEORGE,1988;
SLOVENKO,1984; JOHNSON,1983).
No Brasil o interesse pela TFC surge nessa mesma época, mas
somente na década de 90 são implantados os primeiros Centros de Atendimento de
Terapia Assistida por Animais e relevantes estudos científicos. Em setembro de
2000, aconteceu no Rio de Janeiro a 9ª Conferência Internacional sobre
Interações Homem-Animal.
As principais
organizações que envolvem estudos de Terapia Assistida por Animais está
localizada no Delta Society nos EUA, na Inglaterra no SCAS- Sociedade para
estudos de Animais de Companhia e na Europa ,IEAP. No Brasil, segundo dados do
Phd. Dr. Dennis Tunner, Presidente da Associação Internacional das Organizações
Homem-Animal (IAHAIO), 30% dos psiquiatras e psicoterapêutas envolvem animais
na suas práticas clínicas.
Objetivo
Desenvolver pesquisa, prestando serviço de
atendimento, buscando o desenvolvimento biopsicosocial das pessoas portadoras
de necessidades especiais em parceria com outras instituições.
Beneficiários
Portadores de deficiência sensórias e/ou motoras, síndromes diversas,
distúrbios psíquicos e do comportamento, alterações ortopédicas, reumáticas e
respiratórias; adultos ou crianças, de ambos os sexos.
Pessoas idosas podem se encontrar numa situação de perda da família e dos amigos, a quem deu e de quem recebeu amor e cuidado. O seu conceito como indivíduo de valor começa a deteriorar e a perda da própria aprovação cria uma deterioração da integridade de sua personalidade . Os idosos convivem com questões de morte, perdas cumulativas e ininterruptas, além também, em alguns casos, da perda de controle do próprio corpo.
Tornam-se depressivos, possuem sensação de inutilidade, e podem estar insatisfeitos com seu estado social, físico e emocional. A solidão também os aflige.
Além de ser importante para a saúde, os animais os mantêm ativos e socialmente integrados, além de adquirir senso de responsabilidade por outra criatura. Os animais de estimação são capazes também de manter os idosos no momento presente, evitando que se mantenham no passado de suas vidas. O animal passa a ser uma constante, representando uma fonte de conforto e companheirismo. De acordo com Cães (2006), todos os pacientes com idade avançada precisam de tratamentos humanizados.
Benefícios:
•Momentos de descontração e lazer
•Experiências novas e motivantes
•Possibilidade de contato com o animal, proporcionando
o aumento da auto estima,auto confiança e auto controle
•Possibilidade de encontrar modelos
positivos,respeito, disciplina, responsabilidade,etc.
Oportunidade de
experimentar um novo método na área de reabilitação.
Além disso , o psicólogo tem a função de desenvolver e melhorar:
•·
auto estima, a auto confiança e o auto controle – controlar o animal representa
controlar seu próprio eu;
•·
autonomia e independência;
•· senso de responsabilidade;
•·
conhecimento de suas próprias
capacidades;
•·
espírito de cooperatividade e colaboração;
•·
consciência corporal, visando uma melhor organização do esquema corporal;
•· capacidade de aprender a lidar e aceitar as frustrações e
•· aceitação dos próprios limites.
Princípios e Normas de Atendimento
O espaço adequado será
rigorosamente fiscalizado para que tenha uma condição orgânica especial e
diferenciada ao participante, pois tal espaço condiciona certos elementos de
relacionamento ambiental com outras espécies ( terapia com animais), como
fatores de maior risco sanitário.Portanto, é necessário e obrigatório que tenha
uma responsável e
criteriosa seleção e manutenção
da SAÚDE ANIMAL e AMBIENTAL para o desenvolvimento das atividades propostas
nesse projeto.
O atendimento deverá ser
iniciado mediante encaminhamento médico e avaliação da equipe interdisciplinar.
As sessões podem ser aplicadas de forma individual ou em grupo desde que haja
um planejamento antecipado e acompanhamento individualizado dos participantes
por parte dos profissionais da equipe.
Devem ser feitos registros
diários dos atendimentos, assim como relatórios periódicos para melhor
acompanhamento da evolução dos participantes da Cinoterapia.
No que se refere ao cão
devemos ter uma preocupação prioritária e continuada da promoção, manutenção e
inspeção diária da condição higiênica, sanitária e comportamental desses cães
utilizados no projeto que foram tecnicamente selecionados, preparados,
adestrados e qualificados para a atividade, garantindo dessa forma,em caráter
pioneiro a total segurança do participante.
Os materiais utilizados
deverão ser inspecionados diariamente para evitar o desconforto ou riscos para
os participantes, cães e equipe.
Os participantes ou seus
responsáveis devem assinar um termo de autorização para a execução da terapia,
tomando ciência dos riscos inerentes, evitando assim constrangimentos.